Sobrevida de empresas paulistas aumenta, diz pesquisa
A Sebrae-SP divulgou no final de agosto a sexta edição da pesquisa que o órgão realiza desde 1998. Neste período, as novas empresas paulistas conseguiram diminuir o índice de mortalidade prematura. Diante de 35% de encerramentos quando o estudo começou a ser realizado, apenas 27% das empresas fecharam as portas em 2010 com até um ano de vida. Mesmo assim, não houve muita alteração em relação aos números obtidos em 2005, na última edição.
A recuperação é notada, porém a sobrevida empresarial não chega a ser animadora, já que o número de encerramentos continua alto quando a análise é feita até o quinto ano de existência. São 46% de mortes após os três primeiros anos (ante 56% de 1998) e 58% até o quinto ano (contra 71% de 2000). Das 2,6 milhões de empresas abertas na Jucesp de 1990 a 2008, menos de 1 milhão delas comemoraram cinco anos de idade.
Um levantamento animador é o nível de estudo dos novos empresários. Dos proprietários iniciantes em 2007, 83% têm no mínimo o ensino médio. Entre os fatores que influenciaram o sucesso dos sobreviventes, consequência direta do nível de escolaridade, está o planejamento prévio do negócio, a gestão básica e o monitoramente constante do fluxo de caixa, além do aperfeiçoamento habitual dos produtos e serviços oferecidos.
Entre os motivos levantamentos para o fracasso da iniciativa estão a insuficiência de políticas de apoio, deficiências de gestão, baixa competitividade devido à falta de capacidade empreendedora, além de problemas particulares dos empresários.
Com o fechamento médio de 84 mil empresas por ano, desaparecem 348 mil postos de trabalho e R$ 1,4 bilhão dos investimentos para a abertura dos negócios. Este montante somado ao desaparecimento do faturamento chega a R$ 19,6 bilhões de dinheiro circulante a menos anualmente.
Fonte: sebraesp.com.br
Palavras-chave: Contabilidade - Notícias contábeis - Informativo contábil – Estudo Sebrae